Meu Flickr.

Depois de 300 anos sem atualizar meu Flickr, coloquei algumas fotos da viagem lá. Se quiserem deem um olhada e me digam o que acharam depois.
http://www.flickr.com/photos/georgiao_/
G.

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OK, eu nunca precisei ir tanto ao cinema como agora.

Senhoras e Senhores,  acabei de descobrir que o filme mais esperado do ano (pelo menos pra mim) estreou anteontem e eu não sabia. ‘O Garoto de Liverpool’ conta a história de John Lennon antes da fama com os Beatles, sua relação com a mãe Julia e a tia Mimi. O filme deveria ter estreado em outubro, mas foi adiado, adiado… Até agora. O único e maior problema que me separa de assistir o filme é que ele não está passando em nenhum cinema da cidade (Fortaleza é o fim do mundo mesmo viu). Agora eu estou mais desesperada do que eu já estive em qualquer véspera de prova de matemática pra assistir esse filme, o que significa literalmente que eu estou à beira de um ataque de nervos.

Vou assistir Help pra me acalmar.

G.

Eu nunca tive crise vocacional…até agora.

Desde que eu tinha 5 anos eu decidi que queria fazer Direito, ponto final. Quando os amigos da minha mãe e do meu pai perguntavam “o que você quer ser quando crescer?”, eu enchia o peito de orgulho e dizia: “vou ser promotora”. Sempre foi assim…até agora. De repente, eu começo a perceber que eu talvez não tenha paciência pra decorar códigos de leis ou estômago pra estudar uma autópsia por dia. Eu sei que isso parece legal quando se assisti ‘Law and Order’, mas eu não sei mais se é isso que eu quero passar minha vida fazendo. Sei lá, eu gosto de tanta coisa… Fazer teatro, escrever, viajar, estudar história e inglês. Mas eu não me vejo fazendo nada dessas outras coisas que eu gosto sendo advogada ou promotora. Até o Direito Internacional, que era uma opção mais ‘light’ ficou chato agora.

Eu fiz teatro por 5 anos. Uma das coisas que mais me dá prazer, ainda hoje, é escrever uma peça, ensaiá-la e apresentá-la. Eu ainda participo de uma peça ou outra no meu novo colégio, mas não é aquela perspectiva de terminar um trabalho e começar outro. Mesmo com todo aquele estresse de falas, ensaios, brigas dentro das coxias, o teatro ainda é uma das minhas grandes paixões.

Minha família é praticamente toda de escritores: meu bisavô, minha avó, meus tios e eu, todos poetas, cordelistas, contistas e cronistas. Esse ano foi lançado o livro da minha avó Idalzira, chamado “Cordel Umbilical”, que contém cartas entre ela, meus tios e eu e também alguns sonetos e poesias de sua autoria. Essa pequena participação que eu tive, tanto no livro como no lançamento, me fizeram olhar com outros olhos o ofício de escrever. Nem sempre é fácil, nem sempre sai alguma coisa boa, mas é como todas as profissões: têm altos e baixos. Ser uma boa escritora é um dos meus maiores sonhos.

Depois dessa viagem que eu ganhei de 15 anos, posso dizer que não há nada mais legal do que conhecer outros países. Além de ver outras culturas, outras línguas, outros costumes, você vê gente diferente em cada esquina, e à cada cidade sua visão do mundo vai dando um giro de 360º. Você chega na borda do Coliseu, em Roma, querendo tirar uma foto dele todo, mas é simplesmente impossível porque aquela construção é tão grande, tão magnífica, tão colossal que você tem que se afastar 200 metros pra conseguir a tal foto e ainda fica pensando como é que em um tempo tão antigo, quando eles não tinham nem um vinte avos da tecnologia que temos hoje, uma construção daquela foi possível. É nessa hora que seu queixo cai e você fica meia hora feito um abestado olhando praquele estádio imenso.

As únicas duas matérias escolares que eu posso dizer que eu não bóio são Inglês e História. Eu estudo inglês desde os 10 anos e sou simplesmente apaixonada pela língua. Sempre me disseram que uma pessoa tem que aprender duas línguas: uma universal e uma de paixão. Bem, eu tive a sorte de achar as duas no inglês. E História já vem de família, já que meu pai ensinava essa matéria. É fascinante poder ter a liberdade de ler e imaginar como era no passado, fechar os olhos e ver uma linha do tempo se formando com todos os acontecimentos importantes do mundo e cruzá-los com as datas mais importantes da sua vida.

Com todas essas coisas que eu amo fazer, porque decorar um livro de leis? Direito pode te dar estabilidade, te preparar pra qualquer concurso, te trazer muito dinheiro e pode até te dar felicidade se você realmente souber que é isso que te dar prazer. O problema é que eu não tenho mais toda essa certeza que eu tinha 10 anos atrás. Além disso, se meus pais souberem que eu penso em abandonar a carreira do Direito, eles morrem, no sentido literal da palavra, e me levam junto, afinal, o importante não é estudar direito, mas sim estudar Direito.

G.

Menos um…

Eu tenho um papelzinho que diz assim:

Ensino infantil -> ok

Ensino fundamental -> quase

Ensinho médio -> falta

Ensino superior -> falta

Bem, essa semana eu coloquei mais um ok nessa lista: terminei a 9ª série. Minha missa foi segunda-feira e foi uma das coisas mais estranhas que eu já presenciei. Pra começar, mais de 50% do público presente era evangélico (isso não é uma coisa que se vê todo dia). O nome do padre era Jesus e ele baseou todo uma sermão em uma palavra: babau. “Se você não estudar, não se dedicar: babau”. Eu sinceramente tive de lutar com todas as minhas forças pra não rir. Na hora da comunhão, o prato com as hóstias foi o último a entrar, porque antes vieram a blusa do colégio, a agenda do colégio, a bola de basquete com o nome do colégio e mais uns 15 itens que eu não me atentei em saber quais eram (mas todos com o nome do colégio).

Eu não sou religiosa, nem um pouco. Eu acredito em Deus, mas não na Igreja. Não gosto de como a Igreja católica maneja seus fiéis, mente e deixa seus padres livres até para abusar de menores. Não gosto do jeito como ela só faz burradas, reza 100 ave-marias e acha que o perdão vem assim tão fácil.

Minha família é religiosamente heterogênea: eu sou isso que vocês acabaram de ler, meu pai e meu tio são ateus (daqueles que disem “eu sou ateu, graças a Deus”), tenho outro tio que é do Santo Daime, uma tia espírita, minha mãe e minha vó são católicas e por ai vai. É por essas e outras que meus colegas tem medo da minha família.

Mas voltando ao assunto principal: eu fui a oradora e li o juramento dos concludentes, que dizia assim:

Envolvido por Teu amor, pela Tua bondade e por Tua generosidade, eu me comprometo, Senhor, em acreditar no amanhã, fazer dos meus sonhos o meu caminho. Fazer do meu próximo mais que um amigo: um irmão. Comprometo-me, Senhor, em fazer somente o bem e jamais prejudicar aqueles que me cercam. Encaminharei meus esforços, sempre, para o engradecimento da humanidade e que meu trabalho, seja qual for, tenha a Tua bênção.

Eu sei, quem escreveu isso merece um tapa.

Enfim, depois que eu liguei o modo automático e li o juramento, os padrinhos entregaram os diplomas e acabou a missa. Imediatamente todos os concludentes, inclusive eu, foram tomados por um estado de euforia digno de transtorno bipolar. Começaram os flashes, os abraços, os gritos, a entrega dos DVD’s com as fotos da formatura. Eu sai com meu pai, minha mãe minha tia e meu primo para jantarmos e comemorarmos “mais uma etapa completada da minha vida”, segundo meu pai. Eu não conseguia parar de falar, comer camarão, ler meu diploma e ver as fotos na máquina, parecia até um ratinho que tinha tomado Red Bull.

Eu cheguei em casa e comecei a pensar: “Ok, menos um. Agora só falta o ensino médio, a faculdade e eu posso ficar livre pra viajar e fazer meu mestrado e doutorado fora do país”. Mesmo com essa pespectiva de futuro, que sempre foi o meu maior sonho, eu comecei a sentir saudades. 2010 foi o melhor ano da minha vida. O ano em que eu vi que eu podia ser feliz sendo eu mesma, sem ter que aparentar tanta maturidade. Quando eu vi que me preocupar com as coisas fúteis da vida algumas horas por dia não é um pecado tão grande. Quando eu conheci a maioria dos meus poucos e bons amigos, que me ajudaram a superar todas as asneiras que eu fiz e me abriram os olhos quando eu não conseguia ver que estava errada. Eu sei que eu posso ter muitas vezes errado até demais, ter machucado muita gente, mas isso faz parte da vida (pelo menos eu acho né) e eu tenho consciência da minha responsabilidade para com os meus erros, por mais que seja doloroso reconhecê-los.

Eu só quero que os anos que vierem sejam bons como esse, que me tragam tantas oportunidades e momentos felizes.

Falta um mês pra 2011. Esperemos o futuro.

G.

Nunca espero demais dos meus blogs

Hoje faltam 17 dias para o meu aniversário de 15 anos. É estranho porque eu queria uma festa, depois eu quis ir pra Disney e acabei indo pra Europa (o que, diga-se de passagem, foi a melhor das escolhas). 4 países em 13 dias e todas as minhas visões de mundo mudaram completamente, assim como meu relógio biológico e a saúde da minha pele. Apesar de 99% das pessoas dizerem que isso era “programa de velho” e que eu tinha que aproveitar minha juventude na Disney, eu continuo achando que essa foi a melhor experiência da minha vida. Além do mais, eu nunca tive espírito de jovem, todo o meu mundo ainda está nas décadas de 60/70.

Eu quis criar isso aqui por dois motivos: 1: eu precisava de algo para passar o tempo e seguir a tradição de criar blogs nas férias; 2: eu tenho tanta coisa pra contar que achei interessante colocar isso na internet e acabar com minha reputação (que não anda lá essas coisas).

Enfim, eu nunca espero demais dos meus blogs, só que eles sejam um sucesso na primeira semana, um fracasso na segunda e deletados na terceira. Mas talvez eu me engane, quem sabe?

G.

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